quinta-feira, 20 de setembro de 2012

O princípio


"Tenha sempre bons pensamentos, porque os seus pensamentos se transformam em suas palavras.
Tenha sempre boas palavras porque as suas palavras se transformam em suas ações.
Tenha boas ações porque as suas ações se transformam em hábitos.
Tenha bons hábitos porque seus hábitos se transformam em valores.
Tenha bons valores porque seus valores se transformam no seu proprio destino!!!"
(Gandhi)

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

A acumulação Da Virtude

Enquanto as marcas do tempo
Levam-me junto à chuva de ilusões
Como não deixar-se levar?
Como ficar sóbrio?
Como transformar uma manhã nublada em flores?



A luz de minha alma jaz despercebida.
Apaga-se em meio às marcas da raiva.
Talvez as boas atitudes.
As palavras em tom suave.
Talvez o céu azul.

Se a vida me puxa com meu próprio peso
Se a vida me derruba com meu próprio ego.
Irei olhar a vida com os olhos de quem ama.
Diminuirei o peso do ego.

Hei de acumular tanto amor
E num dia simples, numa manhã simples.
Viverei a eternidade num sopro.
E tudo que hoje não faz sentido.
Tornar-se-á tão natural quanto o sol que nasce.
O amor será puro.
A vida breve passará...
A alegria em teus olhos
Será eterna.

sábado, 15 de setembro de 2012

A Consciência Da Realidade

  O mundo tornou-se um espaço onde pessoas com pensamentos distintos relacionam-se entre si, criando padrões em seus respectivos contextos históricos. Os períodos históricos contrapõe-se uns aos outros, formando consciências cada vez mais profundas.
  O contexto histórico é reflexo da consciência das pessoas que compõem a sociedade, então pode haver uma consciência coletiva, um espírito gerador de atitudes, ideias e pensamentos. O conhecimento tem limitações inerentes de acordo com o seu período histórico. A verdade de hoje, contrapõe-se à verdade de ontem. Essas verdades podem formar conceitos cada vez mais amplos.
  O conceito deixa de ser absoluto e torna-se relativo. O importante, no processo de desenvolvimento racional, não são as variantes dos conceitos, mas o que o engloba. A estrutura que sustenta todas essas ideias. Portanto, a busca pela verdade não está em um aspecto do todo, mas em todas as perspectivas do próprio todo. Por exemplo, o conceito do que é errado só existe em oposição ao que é certo. Contudo, esses conceitos de moralidade, entre certo e errado, bem e mal, variam de sociedade em sociedade. Cada vivência histórica requer novos padrões de conhecimento.
  A realidade é ligada ao processo histórico e às consciências que formaram esse contexto. As verdades que derivam desses contextos formam novas perspectivas acerca do homem, natureza e sociedade. O conhecimento limitado pode dar espaço a uma consciência mais profunda, que não busca a verdade única, mas o conjunto de verdades que unidas formam uma única concepção do todo.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Sutra Essência da Sabedoria

Forma é vazia.
Vacuidade é forma.
A vacuidade não é outra senão a forma.
A forma também não é outra senão a vacuidade.
Sensação, discriminação, fatores de composição e consciência são vazios.

Todos os fenômenos são meramente vazios, sem características.
Não são produzidos e não cessam.
Não têm mácula, nem estão separados de mácula.
Não têm diminuição nem aumento.

Portanto, na vacuidade não há forma, nem sensação, nem discriminação, nem fatores de composição, nem consciência.
Não há visão, não há audição, não há olfato, não há paladar, não há tato, não há mentalidade;
Não há forma, não há som, não há cheiro, não há sabor, não há objeto tátil, não há fenômeno.
Não existe o elemento visão, o elemento mentalidade e tampouco o elemento consciência mental.
Não há ignorância nem a extinção da ignorância.
Não há envelhecimento e morte nem a extinção de envelhecimento e morte.
Não há sofrimento, nem origem, nem caminho, nem cessação, nem excelsa percepção, nem aquisição, tampouco não-aquisição. 

Portanto, porque não há aquisição, os Bodhisattvas confiam e permanecem na perfeição de sabedoria;
suas mentes não têm obstruções nem medo. 
Por passarem totalmente além da maldade, atingem a Iluminação.
Do mesmo modo, todos os Sábios, que vivem perfeitamente nos três tempos, por terem confiado na perfeição de sabedoria.
Tornaram-se Sábios manifestos e plenos.
No estado da insuperável, perfeita e completa iluminação. 

segunda-feira, 2 de julho de 2012

O sábio

Ouvi dizer que o bom cultivador da vida
Viaja pela terra e não se confronta com rinocerontes nem tigres
E atravessa um exército sem armadura nem armas
Os rinocerontes não têm onde enfiar o chifre
Os tigres não têm onde cravar as garras
E as armas não têm onde alojar as lâminas
E qual a causa?Nele não existe lugar para a morte.

Cap.50 Lao-Tsé (Tao Te Ching)

sexta-feira, 29 de junho de 2012

"Tudo é vaidade!"

Os pássaros voam
Os pássaros não buscam fama.
Os pássaros não buscam reconhecimento.
Os pássaros apenas voam.

Voar em paz é o que busco.
Voar em mim mesmo.
Suspirar alegria
O sofrimento é natural
A vaidade não.
Até o sol
Em toda sua grandeza
Dá espaço a lua.

É isso!
Que os outros possam brilhar também!
Que todos possam voar juntos.
Que a vaidade, que se diz verdade.
Se dissipe.

A vaidade não é natural.
É ilusão!
É uma máquina
Que ao invés de acrescentar
Destruiu o ser em pedaços.

A vida na grande cidade é tão...
Ninguém voa!
Todos rastejam em silêncio.
Ninguém se conhece.
Ninguém se ouve.
Ninguém se vê.
Todos em seu pequeno mundo.
Num mundo de vaidades e vaidades!

Se preferirem rastejar sozinho, tudo bem!
Eu prefiro voar! Voar junto às pessoas.
Sem preconceito.
Sem vaidade!
Sem buscar ser o melhor!
Apenas quero voar!
Voar, voar, voar!


quinta-feira, 10 de maio de 2012

Dimensões Matemáticas


  Quando estudamos matemática no período da infância, notamos que os números seguem certa lógica. Os números chamados de “reais” seguem uma coordenada traçada no plano cartesiano real. Contudo, há também os números chamados de “imaginários” que, ao contrário dos reais, não seguem uma coordenada no espaço existente. Tanto os números reais quantos os complexos, podem sem resolvidos através da soma, subtração, multiplicação e divisão.
  Assim como os números complexos (imaginários), existem outras dimensões mais altas, a mais famosa delas é o octônio, que trabalha em oito dimensões. O matemático que introduziu os octônios no mundo da matemática foi Graves. Naquela época (meados de 1800), outro matemático, enquanto caminhava na rua, imaginou os quaterniôns. Graves observou isso e disse: “Se com sua alquimia você pode fazer três potes de ouro, por que parar por aí?”.  
  Os octônios quebram certas leis da aritmética, como por exemplo: “A ordem dos fatores não altera o produto.” No caso dos octônios, a ordem dos fatores importa sim. Bem, é um assunto bem complexo, o fato é que os matemáticos haviam se esquecido dos octônios, pois eles não tinham muita utilidade prática. Qual a razão de se falar tanto desses números se eles não têm tanta utilidade? Ultimamente tem-se comentado muito sobre a teoria das cordas e teoria M, e sua relação com os octônios.
Eu não tenho um conhecimento científico a cerca da teoria das cordas. A única coisa que sei é que essas cordas unidimensionais traçam linhas bidimensionais no tempo. Na teoria- M, membranas bidimensionais traçam volumes tridimensionais. O que os cientistas descobriram foi que adicionar essas dimensões às oito características dos octônios, lhe indicam pistas (não provas) pelas quais essas teorias requerem 10 ou 11 dimensões.
  Os cientistas se perguntam: Será que os octônios estão incorporados ao tecido da natureza, ou são apenas mais uma abstração matemática? A realidade ninguém sabe. No mundo, desde o microcosmo ao macrocosmo. Até mesmo o surgimento de um ser consciente, são fenômenos inexplicáveis.
Nos limites onde a razão não alcança, surge outra dimensão, algo que foge às fórmulas matemáticas, ao pensamento consciente. Que dimensão é essa na busca do inatingível? Olhar o invisível, ouvir o inaudível. De onde surge essa luz que ilumina a consciência humana? O ceticismo vai perdendo espaço em um mundo onde aquilo que é incerto, torna-se certo, para aquele que gosta de pensar, para aquele que gosta de transcender.

Gabriel Garib- 10/05/12

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Vazio

  Fiquei pensando de onde provêm as coisas. Os simples acontecimentos da minha simples vida. De onde me vem a vontade de beber um copo de água? –Da necessidade fisiológica, mas de um ponto vista mais filosófico. De onde provêm os acontecimentos? Parece que o momento entre um copo de água e outro, há um espaço de tempo, há um vazio.
  Como vou falar do vazio? Vazio é vazio. Um espaço de repouso entre um momento e outro. Para encher, necessita-se esvaziar. Não há como encher algo já está cheio. Veja que o papel do vazio é interessante. Ele dá-nos a possibilidade de preencher em um processo contínuo de esvaziamento e preenchimento.
Será então que a criação já está no vazio, ou ela se forma a partir do vazio? Será que o vazio é a própria criação? O que será o vazio? Falar sobre o visível, o palpável é sem dúvida mais fácil. Mas o que falar então de algo que não se vê?
  Há quem diga que o espaço, o vazio é onde se encontra a utilidade. Como uma xícara: é no vazio da xícara que se encontra sua utilidade. Como uma janela: é no vazio da janela, que se encontra a sua utilidade.
Onde está minha utilidade? Parece que o que importa às vezes, não é minha transparência, minha simplicidade. A confusão da mente é algo que preenche, a confusão do dia-a-dia é algo que preenche. Com o que é cheio eu sei lidar muito bem, mas e o vazio?
  O que sou sem meu ego? O que sou sem meus conceitos?  Onde está meu vazio? -Acredito que não devém das coisas que crio. Do contrário, surgem das coisas que não crio. A minha mente não cria, ela desenvolve. Para preenchê-la de boas criações, preciso primeiro esvaziar.  

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Fazendo o nó

  Como eu posso ter a pretensão de melhorar o mundo se nem sequer meu quarto está em ordem? Roupa para um lado, coberta para o outro, e ao sair dele, percebo que mesmo ajudando o mundo meu quarto continua lá, sujo. Se eu quero arrumar o mundo, tenho que primeiro arrumar meu quarto. Escrevo esse texto olhando ao redor, vejo o reflexo do mundo, vejo o meu próprio reflexo. Sou culpado da minha própria sujeira.
  Então, a primeira coisa que vou fazer ao terminar esse texto é arrumar o quarto. Colocarei tudo no devido lugar: meus livros na ordem certa, cama arrumada, roupa arrumada. Sentirei-me mais limpo, mais suave, pronto para continuar a vida. De nada adianta arrumar o quarto se meus costumes continuam os mesmos. Ele pode ficar limpo por um ou dois dias, mas depois de algum tempo tudo retorna a mesma sujeira.
  Parece-me um trabalho constante. O quarto não vai se arrumar sozinho, preciso arrumá-lo todos os dias. Preciso colocar as coisas em ordem, preciso organizá-lo de forma sábia, para não acumular sujeira. Percebi que arrumar o quarto é uma arte, não posso ignorá-lo.
  Meu coração não vai mudar sozinho, minha mente não irá entender as coisas sem o meu consenso. A mente é limitada, se deixo acumular pó ao redor dela, ela ficará suja, cheia e obsoleta. Tenho que buscar todos os dias “arrumar” minha mente buscando entender suas intenções, suas deficiências, se não tomo conta dela, ela acumula sem parar. Fazer um nó é fácil, porém, desfazê-lo exige muita paciência e disciplina.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011


Não se dá o devido valor às pessoas. Então me dizem: - Eu meu cuido, faço exercícios regularmente, e me alimento bem. Ah, também cuido do próximo. Vou a instituições de caridade, dou tudo o que tenho para os mais pobres. – Isso é nobre, mas será que estamos cultivando com a mesma perseverança o nosso espírito? Será que estamos prestando atenção em nossas intenções? Elas são puras, ou estão baseadas em conceitos estabelecidos pelo nosso ego?
Enquanto fazemos a caridade de um lado, enchemo-nos de raiva e ódio do outro. “Esse mundo está uma decadência! Esses homens que só fazem o mal”. Ninguém nunca parou para pensar que esse tipo de pensamento só alimenta ainda mais o ódio. Ter ódio por pessoas que fazem o mal, não torna ninguém superior a ninguém. Não há como surgir o amor através do ódio, só se pode surgir o amor, através de amor. Temos que fazer o bem para as pessoas que não fazem o bem, só assim elas terão a oportunidade de conhecer a paz e o amor.
Se toda ação tem uma reação, portanto, todos os meus atos partem de algo mais profundo. “Uma árvore boa, não produz frutos ruins.”-dizia Jesus. Se meus frutos, meus atos, não estão em boa condição, consequentemente eu também não estou no caminho certo. Caso meus frutos, meus atos estejam em boas condições, isso é sinal que tudo está funcionando corretamente.
Quem tem mais conhecimento, também tem maior responsabilidade. Assim, devemos buscar serenidade em nosso espírito, e a partir daí, buscar entender as nossas intenções e ações. Permitindo-nos a capacidade de perceber qual o princípio de todo o problema. Temos, porém de começar de alguma forma. Ter a intenção não significa ter a qualificação, mas ter a intenção já é algo raro. Ter a intenção é só o primeiro passo, não é tudo. Vamos partir para a ação. Vamos irradiar alegria, amor, compaixão. Vamos levar a luz que todos nóstemos em nosso coração para o mundo. Vamos levar uma mensagem de amor, em meio ao mundo de desilusão.