quinta-feira, 10 de maio de 2012

Dimensões Matemáticas


  Quando estudamos matemática no período da infância, notamos que os números seguem certa lógica. Os números chamados de “reais” seguem uma coordenada traçada no plano cartesiano real. Contudo, há também os números chamados de “imaginários” que, ao contrário dos reais, não seguem uma coordenada no espaço existente. Tanto os números reais quantos os complexos, podem sem resolvidos através da soma, subtração, multiplicação e divisão.
  Assim como os números complexos (imaginários), existem outras dimensões mais altas, a mais famosa delas é o octônio, que trabalha em oito dimensões. O matemático que introduziu os octônios no mundo da matemática foi Graves. Naquela época (meados de 1800), outro matemático, enquanto caminhava na rua, imaginou os quaterniôns. Graves observou isso e disse: “Se com sua alquimia você pode fazer três potes de ouro, por que parar por aí?”.  
  Os octônios quebram certas leis da aritmética, como por exemplo: “A ordem dos fatores não altera o produto.” No caso dos octônios, a ordem dos fatores importa sim. Bem, é um assunto bem complexo, o fato é que os matemáticos haviam se esquecido dos octônios, pois eles não tinham muita utilidade prática. Qual a razão de se falar tanto desses números se eles não têm tanta utilidade? Ultimamente tem-se comentado muito sobre a teoria das cordas e teoria M, e sua relação com os octônios.
Eu não tenho um conhecimento científico a cerca da teoria das cordas. A única coisa que sei é que essas cordas unidimensionais traçam linhas bidimensionais no tempo. Na teoria- M, membranas bidimensionais traçam volumes tridimensionais. O que os cientistas descobriram foi que adicionar essas dimensões às oito características dos octônios, lhe indicam pistas (não provas) pelas quais essas teorias requerem 10 ou 11 dimensões.
  Os cientistas se perguntam: Será que os octônios estão incorporados ao tecido da natureza, ou são apenas mais uma abstração matemática? A realidade ninguém sabe. No mundo, desde o microcosmo ao macrocosmo. Até mesmo o surgimento de um ser consciente, são fenômenos inexplicáveis.
Nos limites onde a razão não alcança, surge outra dimensão, algo que foge às fórmulas matemáticas, ao pensamento consciente. Que dimensão é essa na busca do inatingível? Olhar o invisível, ouvir o inaudível. De onde surge essa luz que ilumina a consciência humana? O ceticismo vai perdendo espaço em um mundo onde aquilo que é incerto, torna-se certo, para aquele que gosta de pensar, para aquele que gosta de transcender.

Gabriel Garib- 10/05/12

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