Quando estudamos matemática no período da infância, notamos
que os números seguem certa lógica. Os números chamados de “reais” seguem uma
coordenada traçada no plano cartesiano real. Contudo, há também os números
chamados de “imaginários” que, ao contrário dos reais, não seguem uma
coordenada no espaço existente. Tanto os números reais quantos os complexos,
podem sem resolvidos através da soma, subtração, multiplicação e divisão.
Assim como os números complexos (imaginários), existem
outras dimensões mais altas, a mais famosa delas é o octônio, que trabalha em
oito dimensões. O matemático que introduziu os octônios no mundo da matemática foi
Graves. Naquela época (meados de 1800), outro matemático, enquanto caminhava na
rua, imaginou os quaterniôns. Graves observou isso e disse: “Se com sua
alquimia você pode fazer três potes de ouro, por que parar por aí?”.
Os octônios quebram certas leis da aritmética, como por
exemplo: “A ordem dos fatores não altera o produto.” No caso dos octônios, a
ordem dos fatores importa sim. Bem, é um assunto bem complexo, o fato é que os
matemáticos haviam se esquecido dos octônios, pois eles não tinham muita
utilidade prática. Qual a razão de se falar tanto desses números se eles não
têm tanta utilidade? Ultimamente tem-se comentado muito sobre a teoria das
cordas e teoria M, e sua relação com os octônios.
Eu não tenho um conhecimento científico a cerca da teoria
das cordas. A única coisa que sei é que essas cordas unidimensionais traçam
linhas bidimensionais no tempo. Na teoria- M, membranas bidimensionais traçam volumes
tridimensionais. O que os cientistas descobriram foi que adicionar essas
dimensões às oito características dos octônios, lhe indicam pistas (não provas)
pelas quais essas teorias requerem 10 ou 11 dimensões.
Os cientistas se perguntam: Será que os octônios estão
incorporados ao tecido da natureza, ou são apenas mais uma abstração
matemática? A realidade ninguém sabe. No mundo, desde o microcosmo ao
macrocosmo. Até mesmo o surgimento de um ser consciente, são fenômenos inexplicáveis.
Nos limites onde a razão não alcança, surge outra dimensão,
algo que foge às fórmulas matemáticas, ao pensamento consciente. Que dimensão é
essa na busca do inatingível? Olhar o invisível, ouvir o inaudível. De onde
surge essa luz que ilumina a consciência humana? O ceticismo vai perdendo
espaço em um mundo onde aquilo que é incerto, torna-se certo, para aquele que
gosta de pensar, para aquele que gosta de transcender.
Gabriel Garib- 10/05/12
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