Acordei tarde, sem fome, com preguiça de sair de casa. Tive que ir ao mercado comprar algumas coisas que faltavam em casa. Hoje, como muitos sabem, é feriado no Rio de Janeiro. Ruas vazias (Imagino que estejam todos na praia) e um calor insuportável. Saí de casa antes que o mercado fechasse, afinal hoje é feriado. Levei um desses carrinhos de feira. Comprei tudo com relativa rapidez, paguei e fui embora. No meio do caminho, estava atravessando a rua quando o carrinho estourou. Podia ter estourado em qualquer lugar, mas não. Ele preferiu estourar no meio da rua. Carros buzinando, sacola furada e eu tentando tirar aquele trambolho quebrado do meio da rua, em um sol de 40 graus. Tive que levar tudo na mão. Que bom, pelo menos fiz algum exercício. Tava precisando.
Como a vida é doida. Uma hora está tudo bem, de repente alguns problemas aparecem e nos tiram do eixo. Depois tudo volta ao normal e assim vai. É a lei da mudança. A vida fala HEI, não assim. Então caímos. Levantamos e seguimos. Tudo isso para chegarmos no “caminho do meio”. E seguir. Geralmente, não chegamos nesse caminho. Mas e daí? A vida segue seu curso. Faremos o possível e às vezes não. Normal. Cada um vê seu caminho, cada um encontra seu caminho. E se esse caminho for proveitoso, que bom. É assim que tem ser. Sem pressa, as respostas vêm na hora certa. Esquece. Respostas não. As perguntas. É... As perguntas é quem vêm na hora certa.